05 de novembro de 2011

A História do Boi Falô em Barão Geraldo


Algumas informações históricas de Barão Geraldo como o "causo" do Boi Falô não condizem com aquilo que conheci ao longo dos meus 58 anos vividos da fazenda São Francisco da Rhodia, Vila Lutécia, a Campinas e vice-versa.
Meu avô Gino Bravi viveu desde menino (veio da Itália aos 8 anos de idade com a família trabalhar nas fazendas Pau d'Alho e Santa Genebra e depois na decada de 30 ele vivei no sítio Mato Dentro até quase o final de vida.
Meu avô me contava sobre a história do Boi Falou e ele dizia que era um causo muito antigo e que ele ainda menino ouvia a história acontecida numa sexta-feira santa com o menino escravo de nome Toninho.
Meu avô nasceu em 1888 na iTÁLIA e chegou no Brasil em 1896.
Em 1988 os moradores de Barão Geraldo resolveram fazer a primeira festa do Boi Falô e eu fui convidado a participar e lá eu estive. Na rua da Igreja de Nossa Senhora de Fátima aconteceu a festa e a macarronada com sardinha matou a fome de todos. O repórter Ciro Porto da TV Campinas lá estava e fez a reportagem sobre o acontecimento, ele era bem moço, franzino, etc. Naquele dia o Donizete irmão do Elpídio montou uma barraca de som e estava mandando brasa quando pediram para parar com as musicas alegres pois era sexta-feira santa.
Lá estiveram as famílias tradicionais de Barão Geraldo. Tirei algumas fotos inclusive da faixa exposta anunciando o centenário do acontecido. Tudo bem que fossem os 100 anos mas pelo que meu avô nos disse, a coisa é muito mais antiga.
Me lembro que quando estava no ônibus da Bonavita de Campinas para a Rhodia, passando ali em frente a escola antes do cartório antigo, olhando para a direita havia um descampado e lá longe via-se uma capoeira e era ali que minha mãe dizia ter acontecido o Boi Falô.
Muita gente não sabe que o menino escravo de nome Toninho, é o mesmo Toninho cujo túmulo no cemitério da saudade foi ponto de crença quanto a milagres e graças. O túmulo lá está forrado de agradecimentos porém nenhuma informação em ser ele o menino da história do Boi Falô.
Infelizmente não existe nenhum monumento sobre o acontecido. Uma pena, seria legal ver a história ali presente em obra de arte.
Sobre o Barão Geraldo de Rezende, meu avô dizia que era uma pessoa de grande coração. Ele saia de cabriolet rumo a Campinas e passava apanhando algumas crianças e as levava até a cidade. Onde hoje é o Taquaral, haviam muitas moitas de bambu e uma mina de água onde as crianças desciam do cabriolet para levarem os pés.
Chegando na cidade (onde hoje está a desativada estação Guanabara) o Barão mandava as crianças calçarem sapatos nas lojas e retornava para Barão Geraldo com todas elas calçadas. Legal saber disso né!!
Meu avô dizia que a baronesa era uma mulher linda.

Jairo Roberto

 

 

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