Achatina Fulica no Parque Linear em Barão Geraldo

O caramujo encontrado no antigo canteiro de mudas da Prefeitura
 tem características do Achatinidae Achatina fulica


Pode ser inofensivo, mas deve-se tomar precauções
 

Caramujo encontrado no local - 10 cm de comprimento
Foi recolhido meio saco deste caramujo no dia 24/06/2006

Achatinidae Achatina fulica



Do site do IBAMA:

Orientações para residências

Orientações para o controle do caramujo-gigante africano, Achatina fulica, em residências ou pequenas propriedades rurais

1- Identifique se o caramujo em questão é mesmo o caramujo-gigante africano Achatina fulica, para não colocar em risco os caramujos nativos (existem espécies brasileiras que podem ser confundidas). Observe as fotos abaixo:

(1) Thaumastus sp

(2) Megalobulimus sp

(3) Achatina fulica

Os caramujos nos grupos (1) e (2) são nativos do Brasil e não devem ser eliminados. Apenas os do grupo (3) são os verdadeiros caramujos africanos.

2- Observe que o caramujo africano apresenta as bordas da concha afiadas e cortantes, enquanto que o nativo apresenta bordas arredondadas.

Caramujo africano: borda afiada

Caramujo nativo: borda arredondada

3- Manuseie e colete o caramujo com a proteção de luvas ou sacos plásticos (verifique se o saco e as luvas não estão furados).

4- Não coma, não beba, não fume e não leve a mão à boca, durante o manuseio do caramujo. Caso queira comer, beber ou fumar, tire as luvas e lave as mãos após ter tido contato com o caramujo.

5- Coloque os caramujos africanos em sacos plásticos.

6- Para exterminar os caramujos, matenha-os dentro de dois sacos plásticos e pise em cima com calçado adequado (tênis ou botas) para quebrar as conchas. Outra alternativa e ferver os caramujos durante 50 minutos.

7- Após esses procedimentos enterre-os em valas de 80 cm, jogando cal virgem em cima dos caramujos mortos nos sacos (cuidado, pois a cal virgem é cáustica e queima, causando danos à pele). Depois cubra a vala com terra. Atenção: essas valas devem estar distantes de poços ou cisternas. Caso tenha dúvidas sobre o melhor local para cavar a vala, consulte os órgãos de saúde ou de meio ambiente de seu município.

8- Lave as mãos após esses procedimentos.

Cuidados extras

  • Para evitar que os caramujos africanos presentes em propriedades vizinhas cheguem ao seu terreno, prepare uma mistura de sabão em pó e água, formando uma calda forte, e espalhe sobre o muro. Refaça esse procedimento a cada 3 semanas ou após cada chuva.

Para ingerir verduras, frutas ou legumes de plantações que suspeite apresentar a presença de caramujos africanos:

  • Observe se as folhas e frutos estão inteiros, ou seja, se não foram comidos por caramujos. Despreze os vegetais que tiveram contato com os caramujos.


Se v. ainda tiver dúvidas na identificação do Achatina fulica:

 

      Como se sabe, os caramujos em geral gostam de locais úmidos e sombreados. Por isso, ao iniciar a busca do caramujo africano em seu quintal, verifique bem os cantos dos muros, as paredes onde não bate muita luz e os lugares em que possa haver acúmulo de galhos, restos de poda, folhas, madeiras, etc. Também são locais muito propícios os restos de construção, entulhos e, em especial, os tijolos furados.

      Em épocas mais secas do ano é possível que não encontremos com tanta facilidade os caramujos. Isso ocorre porque eles procuram proteção por baixo da terra. Nessa fase, quase não vemos o corpo mole do caramujo, porque ele se guarda integralmente dentro da concha e produz uma película que recobre a entrada. Repare na foto abaixo, de um exemplar recém-desenterrado, que a concha está “ocupada” por um caramujo vivo.


      O jeito mais seguro de identificar o caramujo-gigante africano é observando a sua concha. Repare que ela é, geralmente, de cor marrom-escuro, com listras esbranquiçadas desiguais, um pouco em zigue-zague.

 


       Quando o caramujo morre, a película que recobre a concha pode se desprender e a concha fica com uma coloração bem clara. Mas note que o padrão do desenho das listras ainda pode ser visto.
 

 

      Outra forma de identificar o caramujo africano é prestando atenção ao formato da concha. Observe que ela tem a forma de uma espiral cônica. Já o verdadeiro escargot (Helix aspersa) tem a concha em espiral circular.

 

Caramujo africano: concha em espiral cônica

Escargot verdadeiro: concha em espiral circular


 

       Por último, veja que a abertura da concha (a “boca” da concha) possui uma borda afiada, bem diferente da abertura do caramujo-da-boca-rosada ou aruá-do-mato (Megalobulimus sp). Este último é um tipo de caramujo nativo brasileiro que não deve ser eliminado.

 

    Caramujo africano:
borda  cortante

     Aruá-do-mato (brasileiro):
borda espessa


Mais informações:

Caramujo gigante (Achatina fulica) e os riscos à saúde:

O Ministério da Saúde, frente às solicitações referentes à proliferação da Achatina fulica em diversos estados brasileiros e a possibilidade de transmissão de doenças, informa que:

1. O caramujo Achatina fulica Bowdich, 1822, originário da África, é também conhecido como acatina, caracol-africano, caracol-gigante, caracol-gigante-africano, caramujo-gigante, caramujo-gigante-africano ou rainha-da-África. Foi introduzido no Brasil na década de 80 para fins comerciais, por criadores de escargot numa feira agropecuária no Paraná e pelo mesmo motivo foi levado para diversos estados. Como as tentativas de cultivo e comercialização fracassaram, os criadores ao desistirem do empreendimento, soltaram os caramujos no ambiente silvestre, provavelmente por desinformação. Sua alta taxa reprodutiva aliada a uma grande capacidade de adaptação a diferentes tipos de ambiente e a ausência de predadores naturais favoreceram sua rápida dispersão e atualmente esses animais se encontram em 23 estados brasileiros.

2. Achatina fulica pode ser naturalmente infectada com larvas do parasita Angiostrongylus costaricensis (Morera & Céspedes, 1971) através da ingestão de fezes contaminadas de ratos. A infecção humana é acidental, pela ingestão de verduras, hortaliças e, provavelmente, de água contaminada com larvas dos parasitas que se encontram no muco que o molusco libera ao se deslocar. (*)

3. O parasita A. costaricensis causa no homem a angiostrongilose abdominal, uma zoonose que ocorre principalmente na região sul, mas também nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo e Distrito Federal. Vale ressaltar que os casos dessa doença identificados no Brasil não tiveram relação com A. fulica e que experimentos recentes de laboratório demonstraram que essa espécie não representa risco significativo para a Saúde Pública, pelo baixo potencial de transmissão que apresenta.

4. A Achatina fulica pode ser transmissora de outro parasita, Angiostrongylus cantonensis (Chen, 1935), que pode causar meningoencefalite no homem. Entretanto, é importante ressaltar que esta parasitose ocorre principalmente no sudeste asiático; existindo registros em Cuba e Porto Rico, porém até o momento não há relato de sua ocorrência no Brasil.

5. Como medidas preventivas recomenda-se lavar bem as hortaliças e verduras com água corrente e deixar de molho em solução de água sanitária a 2,5% (mais ou menos 1 colher de sopa de água sanitária diluída em 1 litro d água) durante 15 a 30 minutos; não ingerir caramujos crus ou mal cozidos; ao manipular o caramujo utilizar luvas ou sacos plásticos, e após o manuseio lavar bem as mãos; evitar que crianças brinquem com os caramujos. (*)

6. A criação e comercialização da A. fulica é uma atividade ilegal, pois não possui legislação regulamentadora. Tanto o MAPA - Ministério da Agricultura e do Abastecimento - quanto o Ibama -Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - emitiram pareceres desfavoráveis ao cultivo e comercialização dessa espécie no Brasil, sendo assim sua importação proibida com base na legislação vigente:

· Lei 5197 de 1967; art. 4;
· Lei 9605 de 1998 (crimes ambientais); art. 31 e art. 61;
· Decreto 3179 de 1999; art. 12;
· Portaria IBAMA nº93 de 1998; art.31.

7. O controle desse caramujo restringe-se, basicamente, à catação manual periódica dos animais e dos ovos (proteção das mãos com uso de luvas ou sacos plásticos) e posterior eliminação, preferencialmente por incineração; pode-se também coletar os caramujos e posteriormente esmagá-los e enterrá-los, acrescentando uma colher de cal virgem para evitar a contaminação do solo. Como algumas espécies nativas são semelhantes à A. fulica, as campanhas de controle devem ser orientadas por um profissional capaz de identificar a espécie invasora com segurança. O Ibama possui um Plano de Ação para o Controle de A. fulica que já se encontra em desenvolvimento em alguns estados.

8. Entre os danos causados até o momento pela A. fulica estão relacionados:

1. Destruição de hortas, jardins e plantações de subsistência;
2. Transtornos à população, pois invadem jardins, quintais e até mesmo as casas;
3. Problemas ambientais, uma vez que competem por espaço e alimento com caramujos nativos, podendo acarretar sérios danos à fauna nativa, além de outros desequilíbrios ecológicos.
 


(*) Há muitas hortas que não utilizam inseticidas e os produtos são vendidos como orgânicos. Na atual conjuntura, com as achatinas, é de se perguntar qual risco de pegar doenças é maior: Comer verduras com inseticida ou orgânicas com muco da Achatina fulica?
Aconselha-se a lavar bem as verduras e hortaliças para não haver transmissão de doenças:
Primeiro, mergulhe o produto em uma panela com um pouco de detergente e mexa com as mãos. Geralmente sai um caldo escuro, que seja lá o que for, não é conveniente ingerir. Nas primeiras vezes que fizemos isto, ficamos assustados com a sujeira que sai.
Segundo, depois de retirada a sujeira "grossa", mergulhe o produto em uma panela com "biocloro" - 10 gotas para cada litro de água e aguarde 30 minutos para total higienização.

Alfredo Moro Morelli
Redator do Barão em Foco

 

 

 

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