01 de julho de 2012

Chega de Migração para Campinas e Barão Geraldo! E Não é Xenofobia

 A população de Campinas cresceu 3 x a média nacional e está impossível manter uma urbanização sustentável e segurança adequadas para os moradores. Em cidades com crescimento normal já é difícil, imaginem aqui com crescimento de 3 vezes a mais.


"No trabalho e na virtude a cidade floresce"

Desde há muito tempo Campinas era considerada uma cidade privilegiada. Com duas Universidades, um sistema médico-hospitalar avançado, dezenas de espaços culturais e teatros. Sempre atraiu migrantes e visitantes que vinham de longe para estudos, tratamentos médicos e desfrutar dos espetáculos, inclusive da gloriosa Orquestra Sinfônica de Campinas, regida durante 25 anos pelo maestro Benito Juarez. Os artistas brasileiros, apresentavam os novos espetáculos primeiro em Campinas e, dependendo da reação, depois os levavam para São Paulo e Rio de Janeiro.
Foram anos dourados que justificavam os dizeres do Brasão da Cidade.

Segundo estudos do Núcleo de Estudos da População da Unicamp (clique aqui):

De 1960 até 1996, o Brasil cresceu de 70,9 milhões para 157,0 milhões de hab. = 121%.

De 1960 até 1996, Campinas cresceu de 219,3 mil para 908.9 mil hab. = 314%.
Ou seja, quase o triplo da média nacional. Se o aumento populacional fosse normal, com 121%, Campinas teria hoje 500.000 habitantes, uma maravilha.

Este repentino triplo aumento populacional desestruturou a segurança e a urbanização da cidade em favor da especulação imobiliária e em detrimento da população local e dos próprios imigrantes. Mesmo com crescimento normal já seria difícil manter a segurança e a urbanização dentro de um padrão de sustentabilidade, como nas grandes cidades nacionais. Com crescimento 3 vezes o normal, a urbanização sustentável tornou-se impossível e chagamos ao caos de hoje.

Grande parte deste triplo crescimento deve-se à migração constituída por pessoas carentes nas invasões de terrenos para adquirir a casa própria (como no terreno da Caixa, Oziel, etc) Isto teve conseqüências para a cidade e novos destinos para os seus recursos. Em 1994 foi implantada em Campinas o primeiro Bolsa Escola do Brasil, com recursos próprios (para quem não sabe, começou aqui). A Sinfônica de Benito Juarez foi desfeita por falta de verbas e os teatros Carlos Gomes e Castro Mendes deixaram de ser prioridades: estão em reformas há tantos anos que até esquecemos deles.  Nestes anos, a migração para Campinas foi de pessoas próximas: 50% do próprio estado, 32% de Minas e os 18% restantes, dos outros 25 estados.

IBGE: Campinas tem 14% de moradores em "aglomerados subnormais", ou seja, 2 vezes e meia a mais do que a média nacional que é 6%.
De acordo com dados divulgados pelo Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), até 2010, 14% dos moradores da cidade de Campinas viviam em 2010 nas chamadas “aglomerações subnormais” (favelas, barracos, invasões). No Brasil, a taxa é de 6% — 11,4 milhões de pessoas. Em Campinas, são 148,2 mil indivíduos (equivalente à população de Valinhos e de Jaguariúna juntas) em submoradias, divididas nos 40,1 mil domicílios localizados nos 113 aglomerados da cidade.
Desde 1996 Campinas não tem mais lugar para favelas e a população carente começou a se deslocar para Sumaré e Hortolândia, onde ainda havia beira de rios. É muita pobreza para um país campeão de corrupção, campeão de impunidade e campeão de mordomias para políticos e Ministérios.

A Lei do "Ir e Vir livre" é ótima, mas para "ficar" teria que ser necessário respeitar as leis de moradia, segurança e zoneamento da cidade. Os imigrantes sem emprego e sem residência fixa deveriam passar pela Assistência Social da Prefeitura, Estado e União, terem acompanhamento e não simplesmente passarem a ser responsabilidade da Prefeitura.

Infelizmente o nosso Plano de Gestão urbana de Barão Geraldo, lei 9.199, foi baseado na cidadania participativa dos moradores, não foi elaborado considerando invasão.

Alfredo Moro Morelli
Redator do Barão em Foco

(*)Forasteiro:
Dicinário Aurélio: Que é de fora, estrangeiro, peregrino, estranho, alheio
Dicionário Larousse: Que é de fora, estrangeiro, peregrino, estranho.


 

 

 

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