12 de fevereiro de 2016

O Carnaval de Barão Geraldo - Barão 2016

Para analisar como foi o Carnaval Barão 2016, precisamos de informação além das mudanças que apenas vimos. Reações às mudanças são comuns e podem induzir a erros de interpretação.
Em conversas com os foliões noturnos, diurnos, empresários e moradores próximos da festa, constatamos que:
1- a maioria dos foliões noturnos queria mais liberdade, cerveja e comida;
2- os bares e restaurantes reclamaram do fechamento dos estabelecimentos por falta de alvarás.
3- os foliões diurnos com os moradores aprovaram as ações policiais e da Prefeitura.

Para entender como nosso país está em situação de violência e a atuação policial em Barão Geraldo, precisamos de mais informações globais:
Segundo a ONU, dos 193 países participantes da organização, o Brasil está em 182º lugar em insegurança dos cidadãos. Ou seja, existem apenas 11 países no globo que são piores que o Brasil em segurança (per capta). Excluiu-se a Síria que está em grande guerra. Em muitos países, mesmo com guerras e golpes de estados, constantemente na mídia, os cidadãos vivem com mais segurança do que aqui.

Verificar no quadro abaixo, que das 50 cidades mais violentas do planeta, 19 estão no Brasil, que é o campeão. Também é interessante verificar que nenhuma delas é no Estado de São Paulo.

Os índices de insegurança de Barão Geraldo são muito menores do que a média do Estado de São Paulo, isto graças aos 20 anos do nosso CONSEG, muito trabalho e participação.
Quem não acredita nisto é porque não frequenta ou não lê jornais. Muitos assistem filmes policiais do primeiro mundo e solicitam a mesma atuação dos nossos policiais nas reuniões do CONSEG. Nestas reuniões já ouvimos muitas reclamações que a polícia nem foi no local do roubo coletar digitais.

O número de policiais por habitantes considerado médio é de 1 policial para cada 250 pessoas, mas depende da violência de cada localidade. No Estado de São Paulo temos 1 Policial para cada 420 pessoas, no Piauí, 1 para cada 796 pessoas, em Buenos Aires, 1 policial para cada 142 pessoas.
Felizmente as Prefeituras do Estado de São Paulo estão incrementando as Guardas Municipais, mas no país campeão de violência, precisaríamos de muito mais do que é considerado número médio. Possivelmente precisaríamos de 1 policial para cada 100-150 habitantes até conseguirmos entrar na média global de segurança e depois ir para os 250 como nos países civilizados. Onde arrumar dinheiro para isto no país da impunidade e corrupção, onde idosos e crianças não tem assistência médica nem em casos fatais? De que adianta mais policiais se não há lugar onde colocar os detidos?

Poucos entendem que, do jeito que estamos, nem daqui há 50 anos vamos conseguir atuar como a polícia do primeiro mundo atua hoje. Por lá trabalham com DNA, aqui não há condições de verificar impressões digitais nos assaltos e roubos.
No primeiro mundo há câmeras nos edifícios e poucos policiais nas ruas - estes poucos policiais são acionados quando é visto algo irregular nas câmeras e, em minutos, chegam no local.
Aqui não há câmeras, os policiais rondam ou esperam telefonemas. Instalar câmeras no Brasil será filmar a realidade - isto comprometerá muita gente importante pelas atitudes e por estarem em lugares onde não deveriam estar. A tendência é instalar câmeras apenas para trânsito de veículos e multas arrecadatórias.

Atualmente em muitos países do primeiro mundo os policiais pedem documentos, revistam o cidadão e a presença policial é grande em festas e manifestações. Aqui, apesar da violência e impunidade, muitos querem mais liberdade, criticam os pedidos de documentos pelos policiais e pedem que os policiais fiquem longe da festa para não "intimidar" os foliões.

Nosso carnaval foi ótimo, a PM, a Guarda Municipal e a Prefeitura mostraram que, mesmo com pouco contingente e no país campeão da violência, sabem e conseguem agir direito. Pena que a chuva atrapalhou.
Para o próximo ano sugerimos a mesma atuação da Polícia/Prefeitura e alvarás especiais durante o carnaval para que os bares e restaurantes fiquem abertos até mais tarde para cerveja, alimentação e descanso dos foliões.

Alfredo Moro Morelli
redator do Barão em Foco


 

 

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