As Nossas Enchentes e o Planejamento

As catástrofes existem, mas em Barão Geraldo a responsável pelas enchentes é a falta de planejamento sustentável e não a natureza

O trânsito na Estrada da Rhodia está insuportável e piorando dia a dia, apesar disto a Prefeitura aprovou vários loteamentos (que estão bloqueados por medida judicial). Se não fosse por isto o trânsito estaria muito pior.
A cada ano o nível da água da chuva está subindo nas ruas e avenidas por falta de absorção pelo solo. Se não fosse a medida judicial, esta situação também estaria pior.

Esta situação está ocorrendo porque o nosso crescimento não é sustentável.

Se a aprovação de um novo loteamento estivesse vinculada a um planejamento sustentável, seria levado em conta o trânsito, o escoamento da água da chuva, o tratamento de esgoto, os parques e jardins, etc. ou seja, a Estrada da Rhodia teria mão dupla, com possibilidade de tripla, as ruas e Avenidas do distrito teriam bueiros para escoamento da água, haveria área de lazer para as crianças, etc. Se isto não fosse possível, um loteamento novo não deveria ser aprovado.

Todas estas melhorias para um futuro sustentável necessitam de investimentos. Quem deve pagar? O loteador, o comprador ou os cofres públicos?
Nos EUA este investimento é todo por conta do loteador, as Prefeituras planejam e fiscalizam com objetivo da sustentabilidade. Nos casos de interesse da cidade como um todo, a Prefeitura pode investir dinheiro público na região.
Na Alemanha, quem paga as taxas da sustentabilidade é o dono do imóvel através de impostos, que é alto, mas a população tem o retorno devido. o "IPTU" é cobrado por m2 de vedação do solo e não pelo telhado como aqui. Se o morador coleta água da chuva para molhar as plantas (muito comum) tem desconto no imposto. Nos planejamentos há uma preocupação constante para que a vizinhança não seja prejudicada quanto à possíveis alterações no seu usual padrão de vida.

Abertamente contra planejamento sustentável
Em relação a Barão Geraldo, a Prefeitura governa para ela. Se os moradores pedem, não são atendidos. Se os moradores entram com ação na Justiça, mesmo juntamente com o Ministério Público, a ação é contestada pela Prefeitura e vai longe.
Um Promotor Público Federal exigiu, no final do ano passado, um Plano de Manejo para a Mata Santa Genebra e, até que não seja realizado, a justiça embargou todas as obras em um raio de 10 Km da Mata. Este plano de manejo pedido pelo Promotor Federal é de baixo custo, de rápida elaboração e o Distrito tem moradores, técnicos da Unicamp e Puc com capacidade suficiente para sua elaboração, mas a Prefeitura atual nunca vai abrir mão de sua "governabilidade" junto aos loteadores. No lugar de investir no plano determinado pela justiça, está investindo em pesadas críticas ao Promotor e ações judiciais contra o Plano de Manejo. Constantemente a Prefeitura aponta infortúnios deste embargo alegando que o mesmo precisa ser cancelado pois é prejudicial. Prefere isto a tomar providências para realizar um Plano de Manejo correto e bem feito que acabaria com o embargo e preservaria a Mata Santa Genebra. Este é o quadro do crescimento sustentável em Barão Geraldo.

Barão em Foco


 

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