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Elevação de Barão Geraldo a distrito da cidade de Campinas
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"Barão Geraldo começou a desenvolver em 45, com os loteamentos do Vicentin, do Modesto Camargo, do Adami, então os próprios filhos (dos sitiantes) vieram para o centro. Aí começou a vir gente para morar em Barão Geraldo. A tecnologia foi mudando, os sitiantes e as fazendas começaram a contratar gente para trabalhar. Veio gente de fora para trabalhar. Na década de 40 começou o desenvolvimento industrial em Campinas: Dako, Antárctita, Macarthy, e faltou mão-de-obra na agricultura. Logo em seguida veio a Rhodia, o que impulsionou o primeiro ciclo de desenvolvimento de Barão Geraldo e Paulínia. A Rhodia fez Barão Geraldo crescer muito na década de 40. A área pertencia a Chico Galhardi. Ela trouxe os técnicos de Santo André e depois começou a contatar trabalhadores de BG e atrair outros trabalhadores e o cento de Barão Geraldo se desenvolveu. o primeiro loteamento foi o de Santa Isabel, feito pelo Bínão, (Albino José Barbosa de Oiveíra,) depois do Luís Vicentin. Aqui começou a abrir padaria, um mercado. Mas o desenvolvimento maior foi na década de 60."

                  (Ari de salvo)

Na década de 40, quando houve o primeiro grande impulso industrial na cidade de Campinas, Barão Geraldo sofreu, não apenas uma retração na mão-de-obra para a agricultura, como também um êxodo de seus habitantes que partiram para a cidade em busca de melhores condições de trabalho. Nessa época, várias das famílias que aqui residiam, em sítios ou no centro, compraram terrenos na região da vila Nova, onde construíram suas residências. Importante notar que, entretanto, eles não se desfizeram do patrimônio que aqui possuíam. Mudaram-se do bairro, mas continuaram como agricultores e investidores em Barão Geraldo.

Antônio Antoniolli fala que conheceu Barão Geraldo iluminada à luz de lamparina e assim foi até 1935, quando a primeira lâmpada elétrica foi acesa, benefício este que só se estendeu à maioria da população em 1 950. Hélio Leonardi, que era juiz de paz do distrito, foi um daqueles que se empenhou para a iluminação de Barão, mas o feito pelo qual ele mais se orgulhava era ter fundado, em 183 1, conjuntamente com seu irmão Orfeu, o primeiro time de futebol, o Internacional, que teve como primeiro presidente Benedito Alves Aranha, antigo chefe da estação da Funilense.

Em 1953, uma questão dividiu os moradores deste bairro: sua elevação a distrito da cidade de Campinas. Parte da população era contrária por entender que a elevação de Barão Geraldo a distrito não traria para eles nenhum benefício adicional, mas apenas ocasionaria a elevação dos impostos territoriais. Uma corrente liderada pelo vereador Guido de Camargo Sobrinho insistiu neste ato administrativo, levando sua reivindicação ao governo do Estado, com o slogan de que "A elevação de Barão Geraldo a distrito obedece a um imperativo do progresso" .

Em novembro de 1953, a luta chegou a seu desfecho. para comemoração de Guido e seus companheiros. Guido de Camargo Sobrinho veio para Barão Geraldo na década de 40, aqui se estabelecendo como comerciante e político, tendo ganhado do então governador Adhemar de Barros o direito a implantar o cartório em Barão. Guido teve três filhas que deram prosseguimento a seus empreendimentos públicos e comerciais: Maria Cecília, Maria Cristina e Maria Célia que dirigem, respectivamente. o posto de gasolina Shell, o primeiro do distrito, a academia Cris Sport e o cartório de Barão Geraldo.

Data ainda da década de 50 a criação da primeira linha de ônibus ligando a cidade de Campinas ao distrito e, em 1952, graças à iniciativa de um grupo de baronenses, liderada por Horácio Leonardi, Agostinho e Luis Pátaro e com o apoio do vereador Guido de Camargo, o governador do Estado promulgou o ato público da criação de um grupo escolar. Porém, somente em 58, foi conseguida junto à Câmara Municipal e à Prefeitura de Campinas a doação do terreno de cinco mil metros quadrados destinado à sua construção. Até então, as crianças deste distrito eram obrigadas a caminhar vários quilômetros em estrada de terra e lama, para freqüentar as aulas na escola fundada pela Rhodia para os filhos de seus funcionários. Em 26 de setembro de 1 958 o grupo recebeu o nome de Agostinho Pátaro.

Foi, efetivamente, a partir da instalação da Cidade Universitária da Universidade de Campinas em Barão Geraldo e do projeto imobiliário de João Adhemar de Almeida Prado que este distrito se desenvolveu, adquirindo sua feição atual, sendo considerado um dos mais importantes pólos de excelência acadêmica, médica e tecnológica da América Latina, atraindo profissionais de todo o Brasil e do mundo.

Extraído de "Barão Geraldo - História e Evolução" - Rita Ribeiro - pg 65 a 70

 

 

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