A erlichiose pode matar o seu cão

 

A erlichiose, também chamada erliquiose, é uma doença causada por um parasita chamado Erlichia canis, transmitido pelo carrapato Riphicephalus sanguineus.

A erlichiose pode se apresentar de três formas:

Aguda
Os sintomas se desenvolvem por volta de uma a três semanas após a picada do carrapato infectado e dura, em média, de duas a quatro semanas. O parasita penetra em determinadas células dos linfonodos, baço, fígado, sangue e medula. Como resultado, há um crescimento do baço e fígado, além de anemia, febre, depressão, letargia, diminuição do apetite, aceleração do ritmo respiratório, dores nas juntas e pequenos hematomas em forma de pontos pelo corpo.


Subclínica
O animal afetado apresenta leve anemia. Muitas vezes o organismo consegue eliminar o parasita ou a infecção progride para a fase crônica.


Crônica
Desenvolve-se até quatro meses após a picada pelo carrapato infectado, e pode ser média ou severa. Os sintomas mais comuns são a diminuição de peso, anemia, sintomas neurológicos, hemorragias, inflamações oculares, edemas e febre.

Nos exames sorológicos, os linfócitos apresentam-se aumentados e com sua morfologia alterada. Ao ter a erlichiose crônica, o animal poderá apresentar os sintomas agudos em momentos de estresse. Os níveis séricos proteicos também estarão alterados, com a diminuição de albulmina e o aumento de globulinas.

No entanto, uma diminuição do número de plaquetas sangüíneas (células auxiliares na coagulação) é o achado laboratorial mais comum em todas as fases.


O tratamento envolve antibióticos como a tetraciclina e a doxiciclina até 28 dias. Em casos severos, as transfusões sangüíneas e tratamento suporte intravenoso podem ser necessários. Os animais que entram na fase crônica não apresentam uma boa perspectiva de tratamento. Estudos mostram que Pastores Alemães e Pinschers Miniatura tendem a ter uma forma crônica mais severa da doença.

A prevenção do carrapato ainda é a melhor opção para evitar a doença.

A erlichiose pode afetar os seres humanos apresentando sintomas como febre, calafrios, dor de cabeça e dores musculares, náuseas, perda de apetite, dor abdominal, tosse, diarréia e confusão mental. É importante esclarecer que as pessoas não pegam erlichiose de um cão, e sim da picada de um carrapato infectado.

Barão em Foco
 


 

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