EstÁ Cia. apresenta

 

 RELEASE 

Se o Desejo move a humanidade, o que é feito deste quando se depara com o Amor? 

Désir, espetáculo do dramaturgo, ator e diretor Eduardo de Santhiago, aborda a temática do desejo sob três diferentes prismas: o conceito de dicionário da palavra, os conceitos lacanianos, e o conceito de “desejos de ordem superior” (desejos em relação aos desejos) do filósofo americano Harry Frankfurt.

De acordo com esses prismas, o desejo deixa de existir no exato momento em que o objeto deste desejo é conquistado. Assim, o homem se obriga a criar, imediatamente, novos buracos a serem preenchidos, novos anseios e inquietações, que o mantêm vivo e ativo. Assim, a pergunta que lançamos é: e depois? E agora? O que fazer com essa conquista? No mundo contemporâneo, onde o acesso aos bens de consumo está cada vez mais facilitado, onde os relacionamentos estão cada vez mais descartáveis, onde somos bombardeados por incitações a estarmos constantemente desejando algo, o homem encontra-se cada vez mais perdido, sente-se cada dia mais vazio e insatisfeito, torna-se a cada momento mais deprimido, ansioso, e distancia-se dos verdadeiros valores, aqueles mais significativos para a sua trajetória de vida. Portanto, a dualidade dos personagens do espetáculo se estabelece entre os sentimentos de desejo e de amor.

 ENCENAÇÃO

     O espetáculo dividido em sete cenas, representantes simbólicas dos diversos movimentos de desejo contidos no último diálogo do terceiro encontro de um casal, encenadas em ordem que vai de acordo com o desejo do público de cada sessão.  Desta forma, cada espetáculo torna-se explicitamente inédito, mantendo o caráter da novidade, tanto aos espectadores quanto aos atores, caráter este que dialoga diretamente com a própria problemática proposta pela dramaturgia da peça.

     Em cena, Eduardo de Santhiago e Juliana Hilal dão corpo e voz aos personagens ELE e ELA, cada um representando dois papéis: aquele que deseja e aquele que é objeto de desejo do outro. 

     A encenação, ambientada em um quarto-cela, abusa do universo cultural francês, escolhido pelo potencial sedutor que este apresenta em nosso inconsciente coletivo. A trilha sonora, que traz nomes como Jacques Brel e Vive la Fête, assim como outros aspectos da cultura francesa como o próprio idioma e a gastronomia, marcam forte presença na proposta cênica.

     Para a construção de cena, os atores foram buscar referências em imagens de arte erótica orientais, como o Kama Sutra, e ocidentais, como obras de Rodin; em rituais de acasalamento de animais e em danças de caráter sedutor, desde o tribal lundu até o tango argentino e a mítica dança dos sete véus. A estilística interpretativa conduz o público, a todo o momento, para dentro e para fora da cena, possibilitando tanto a identificação quanto a reflexão sobre o assunto.

 

Carreira do espetáculo

Désir estreou no dia 14 de dezembro de 2007, na Sala Carlos Gomes – Centro de Convivência Cultural, em Campinas. No primeiro semestre de 2008, realizou temporada no Espaço dos Satyros 1, Praça Roosevelt, São Paulo. Nos meses de maio e junho de 2009, realizou nova temporada em São Paulo, no VIGA Espaço Cênico, com enorme aceitação de público. 

 Sinopse 

O último diálogo do terceiro encontro de um casal. Um limbo. A tensa relação de desejo entre nós e tudo o que nos cerca.

Um prólogo que se repete em sete cenas simbólicas, cuja ordem é determinada pelo público de cada sessão, representando os diversos movimentos de desejo que habitam a alma humana.

 SERVIÇO 

DÉSIR

Direção e Dramaturgia: Eduardo de Santhiago

Elenco: Eduardo de Santhiago e Juliana Hilal

Dias 05 e 06 de novembro – 21 horas

Local: Espaço Cultural Semente

(Telefone: (19) 3289-8011 – Av. Santa Isabel, 2070)

Ingressos: R$ 20,00 (inteira) / R$ 10,00 (meia)

Antecipados na Banca Central (Av. Santa Isabel, 20) ou uma hora antes no local.

Não recomendado para menores de 14 anos.  

FICHA TÉCNICA 

Dramaturgia e Direção Geral: Eduardo de Santhiago

Preparação de elenco: Frederico Foroni

Versão de Texto e Consultoria de Idioma (francês): Roberto Borges

Figurinos: Emerson Mosca

Execução de Figurinos: Roseana Baganha

Desenho de Luz: Eduardo de Santhiago e Frederico Foroni

Concepção de Trilha: Eduardo de Santhiago

Produção de Trilha: Fernando Zuben

Ensaio Fotográfico: Juliana Manara e Caroline Vargas

Fotografia de Cena: Vanessa Alves

Desenhos “Mulheres”: Giuliana Braga

Design Gráfico: Candice Vitale

Direção de Produção: Eduardo de Santhiago

Produção: EST Produções Artísticas 

Breves Currículos 

Eduardo de Santhiago 

Ator, diretor e dramaturgo, durante quatro anos dirigiu a Cia. Couvert S/A de Teatro Musical, pela qual montou os espetáculos Do Chuveiro ao Tablao, Bits of Broadway, Jazz Café e Lado B, todos de sua autoria. 

Dirigiu também Un Poquito de Nosotras, da Cia. Café Tablao de dança flamenca, De Punhos Rasgados, espetáculo da cantora Juliana Palermo e Godspell, musical de Stephen Schwartz.  

Atualmente está dirigindo uma montagem da Ópera do Malandro, de Chico Buarque, em Campinas, com estreia prevista para dezembro de 2009, além de estar realizando assistência de direção para o premiado diretor José Possi Neto no espetáculo Usufruto, que estreia em novembro, no Rio de Janeiro.  

Ao longo da carreira, vem trabalhando com nomes como Cristina Castrillo (Teatro delle Radici, Suíça), Fernanda Montenegro, Ivaldo Bertazzo, José Possi Neto, Lúcia Veríssimo, Madalena Bernardes, Sérgio Ferrara, Guilherme Sant´Anna, Nilton Travesso, Fátima Toledo, Frederico Foroni, Olair Cohan, Christian Duurvoort, Tomás Rezende, Larry Silverberg, Christopher Silversten, dentre outros. 

Em dramaturgia, além dos espetáculos da Cia. Couvert S/A, escreveu Bolsa de Mulher, Fábio Tavares em A Propósito do Nada Demais e Désir - este último, como parte da trilogia dramatúrgica Da Peculiaridade Humana, junto aos espetáculos Sumairu e Angest, ainda não encenados. Traduziu para o português o espetáculo Normal de Anthony Neilson e adaptou para os palcos o romance A Elegância do Ouriço, de Muriel Barbery, em fase de pré-produção. 

Além das artes, psiquiatra formado pela USP e analista junguiano, atualmente pesquisa metodologias para preparação de atores através de técnicas expressivas particulares, buscando a humanização e desmistificação da arte do ator e a elevação do potencial criativo pelo acesso aos arsenais simbólicos e arquetípicos do indivíduo.  

Frederico Foroni 

Diretor formado pela Universidade de São Paulo, é Cineasta, Professor, Ator e Preparador de Elenco. Foi Preparador de Elenco do Longa-Metragem “Nome Próprio”, de Murilo Salles e de outros 7 curtas-metragens, em São Paulo e Rio de Janeiro. Foi assistente de preparação para Fátima Toledo em Workshops no Brasil e em Cuba. Foi professor do Studio Fatima Toledo por 3 anos. Diretor e roteirista de 3 curtas-metragens e mais de 7 peças teatrais. Pesquisador da Arte do Ator com Antônio Januzelli por 10 anos. Diretor e Professor da TERRA FORTE Produções e Artes. Pesquisador das Técnicas de Eric Morris de preparação de elenco para cinema. 

Juliana Hilal 

Atriz e bailarina formada pela Royal Academy of Ballet, atuou nos espetáculos A Chorus Line, A Bowl Full of Dreams, Off Jazz, Little Shop of Horrors, Do Chuveiro ao Tablao, Bits of Broadway, Jazz Café e Lado B. Nos cinco últimos, atuou também como coreógrafa.  

   

 

 

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