Prefeitura de Cuiab | Mais de 4 mil pessoas so esperadas nos dois dias da Feira Multicultural da Arte Nordestina

 “Já participei de eventos nordestinos, porém não aqui na cidade, aqui pra mim é uma novidade, não conhecia e gostei bastante, é diferente, atrativo. Tem muita gente conhecendo comidas de outras culturas sem precisar sair do estado. Isso é bacana”. Foi assim e em poucas palavras que Adriele Batista, moradora do bairro CPA 3, explanou sua satisfação com a I Edição Multicultural Arte Nordestina, que está sendo realizada pelo Instituto Elevar, na Praça Santos Dumont, no centro da capital, tendo a Prefeitura de Cuiabá, através da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer como parceira. O evento acontece das 18h à meia noite e termina neste sábado (11). A expectativa é que mais de 4 mil pessoas visitem a feira.

Além de saborear alguns dos pratos típicos e mais tradicionais da gastronomia nordestina como a Buchada de Bode, Acarajé, Peixe à Baiana, Carne de Soll e Baião de Dois, os visitantes poderão curtir as atrações musicais só com repertório nordestino. Entre os que comandarão essa parte da programação estão Talles de Paiva, Forró Tadalafita, Forró Zabumba Beach, Meire Pinheiro e a banda Branco de Barros. Além disso, a feira conta com artesanato, espaço com brinquedos para a criançada e muita alegria.

E, se você for daqueles que não gostam de arriscar sabores tão quentes (pois pimenta é o que não falta, tanto que é a gosto do freguês), tem a tradicional Maria Isabel, da culinária cuiabana.

Silvia Regina Almeida e o marido Osmar Simões moram no bairro Osmar Cabral e compareceram para conhecer um pouco mais do que o Nordeste tem para oferecer. “É uma oportunidade que vai além de saborear uma comida, a gente conhece pessoas e respira cultura. Sai do comodismo e não fica só no que passa na televisão”, disse Silvia. Ela trabalha próximo à Praça Santos Dumont e convidou o marido. E Osmar achou válido irem principalmente por entender ser importante a iniciativa do evento, uma vez que prestigia o pessoal do Nordeste que vive em Mato Grosso e em Cuiabá. “Geralmente estão longe de casa porque são pessoas que vêm para trabalhar, vêm em busca de uma oportunidade melhor, então, vejo que esta é também uma oportunidade de homenageá-los”, pontuou Osmar, que provou e aprovou o cuscuz nordestino.

Para o secretário municipal de Cultura, Esporte e Lazer, Aluízio Leite, Cuiabá é uma cidade acolhedora e que agrega diferentes povos com diferentes costumes e isso soma ao potencial da capital, deixando-a com uma variedade ainda maior de opções que agradam a todos os gostos. “A Prefeitura de Cuiabá tem sido parceira de eventos de grande magnitude, não poderia ficar ausente deste que notadamente evidencia nossos irmãos nordestinos”, lembrou ele.

40 MIL NORDESTINOS EM MATO GROSSO

A Feira Multicultural Arte Nordestina foi viabilizada por meio de emenda parlamentar e segundo os organizadores, para de fato homenagear os cerca de 40 mil nordestinos que residem em Mato Grosso, dos quais 29 mil estão em Cuiabá, segundo dados da Universidade Federal de Mato Grosso.

“Curiosamente 65 famílias vieram para Mato Grosso atrás do João Batista, hoje ex-deputado estadual. Ele veio na frente e depois essas pessoas vieram também para cá”, lembrou Karine Matos, presidente do Instituto Elevar, que organizou o evento juntamente com a irmã Cinthya Mattos, ambas entusiasmadas em receber o público.

João Batista, ex-deputado estadual de Mato Grosso, revelou que a feira é a realização de um projeto antigo de trabalhar pelo povo nordestino. “O que que vocês tem visto aqui, nós já trabalhamos há muito tempo, que é a divulgação da cultura nordestina. Já fizemos um evento assim em Tangará da Serra, mas queríamos muito que acontecesse aqui em Cuiabá, porque além de estar difundindo a cultura nordestina, nós temos pessoas crescendo na música, na culinária. Está aumentando a quantidade de restaurantes principalmente aqui em Cuiabá que trabalha com práticos típicos e nordestinos, desde aqueles pratos mais simples aos mais sofisticados. E são muito consumidos. É um fenômeno bacana aqui em Mato Grosso”, disse João.

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