Prefeitura do Rio monta pontos de apoio para a população atingida pelas chuvas e libera Avenida Brasil ao tráfego – Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro

Equipes atuam no Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, em Acari – Fabio Motta / Prefeitura do Rio

Após a mobilização durante a manhã dos órgãos operacionais da Prefeitura do Rio, a Avenida Brasil foi totalmente liberada ao tráfego de veículos por volta das 11h45 deste domingo (14/04), e as 29 sirenes acionadas por volta de meia-noite e meia foram desmobilizadas às 10h45. Desde as 2h45, o município está no Estágio 4, numa escala de cinco níveis, e as orientações para o cidadão carioca são: evitar deslocamentos pela cidade e manter-se em local seguro.

No fim da madrugada, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, montou um “Gabinete de Crise Avançado” na Arena Cultural Jovelina Pérola Negra, na Pavuna, um dos bairros mais castigados pela chuva, que começou no início da tarde de sábado (13/10), e alcançou o recorde histórico na estação meteorológico em Anchieta, 259,2mm, volume 40% maior do que o previsto para todo o mês. Do local, ele comandou as ações dos órgãos municipais e determinou que oito locais na Zona Norte fossem transformados em pontos de apoio para acolher e prestar assistência aos moradores.

A Avenida Brasil foi liberada ao tráfego de veículos por volta das 11h45 deste domingo. No início da tarde, o Centro de Operações ainda registrava dois pontos com bolsões d’água e outros nove pontos de alagamento. Numa ação conjunta da CET-Rio e da Seop, 38 veículos enguiçados foram removidos na Av. Brasil, no sentido Centro. Já no sentido Zona Oeste, foram nove veículos.

Vinte e nove sirenes foram acionadas nas comunidades com o Sistema de Alerta e Alarme no início da madrugada. As sirenes só foram desmobilizadas na manhã de domingo.

De acordo com informações da Secretaria Municipal de Saúde, o subsolo do Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, em Acari, onde funcionam a garagem e alguns setores operacionais e de manutenção, foi inundado. A energia do prédio foi desligada por segurança e todos os aparelhos de suporte à vida passaram a operar por suas baterias próprias, com grande autonomia e sem interrupção. Os pacientes foram acompanhados de perto pelos profissionais de saúde. Ainda durante a madrugada, a Secretaria Municipal de Conservação e a Rioluz enviaram equipes e máquinas para drenar a água do subsolo, fazer a limpeza da área externa e para checagem e liberação da rede de energia da unidade. Já no meio da manhã, somente o pavimento térreo permanecia sem energia.

Por causa dos problemas causados pelas chuvas, consultas ambulatoriais que estavam marcadas para este domingo no hospital precisaram ser suspensas e serão reagendadas para data próxima. A partir desta segunda-feira (15/01), a unidade entrará em contato com os pacientes para informar a nova data para atendimento.

 

PONTOS DE APOIO PARA A POPULAÇÃO

No Gabinete de Crise Avançado montado na Pavuna foram reunidos os principais órgãos operacionais da prefeitura como Defesa Civil, Ordem Pública, Conservação, Habitação, Assistência Social, Comlurb, Transporte, Saúde, CET-RIO, entre outros. O gabinete vai funcionar por 24 horas ininterruptas, até que a situação seja normalizada na região Norte, a mais afetada pelas chuvas da noite de sábado e madrugada de domingo.

No fim da manhã, oito pontos de apoio temporários foram criados na Zona Norte. Servidores da Secretaria Municipal de Assistência Social estão no local. Veja quais são eles:

– Escola Municipal Charles Anderson Weaver;

(Rua Carlos Pachêco Ávila, S/N – Coelho Neto)

– Escola Municipal Barbosa Lima Sobrinho;

(Rua do Dique, 166 – Jardim América)

– Escola Municipal Telêmaco Gonçalves;

(Praça Ênio, S/N – Pavuna)

– Escola Municipal Herbet Moses;

(Rua Cristiano Machado, S/N – Jardim América)

– Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo;

(Rua Gen. Etchegoyen, 199 – Parque Columbia)

– Igreja Assembleia de Deus;

(Travessa Embaú, 496 – Pavuna)

– Escola Municipal Escritor e Jornalista Daniel Piza;

(Avenida Pref. Sá Lessa, 229 – Acari)

– Escola Municipal Bélgica.

(Rua Francolim, 50 – Guadalupe).

 

Guardas municipais atuam após chuvas no Rio – Fabio Motta / Prefeitura do Rio

 

LIMPEZA DAS RUAS

A Comlurb empregou 1.400 garis para minimizar os impactos da chuva. Os garis que estavam de folga foram convocados para reforçar as equipes de emergência da Zona Norte, onde o Rio Acari transbordou e alagou a região. Foram 600 garis, sendo 200 somente para atender os bairros de Acari, Fazenda Botafogo, Pavuna e Parque Columbia.

A Companhia segue empregando 12 pás mecânicas, cinco mini pás mecânicas e caminhões basculantes para o apoio na remoção de resíduos, além de caminhões-pipa para a lavagem das vias. Além da operação da Comlurb, a prefeitura mobilizou ainda 48 caminhões, 12 caminhões Vac All (para sucção da água), 12 retroescavadeiras e mais 113 funcionários.

Na Zona Oeste a operação de remoção de bens deixados na rua pelos moradores, limpeza e lavagem das vias conta com 300 garis, com seis pás mecânicas e 13 caminhões basculantes e caminhões-pipa.

A operação especial também tem o reforço de 490 garis destacados para a limpeza de praia durante o verão, que estão realocados para atender as demandas emergenciais.

 

Garis limpam as ruas após chuva forte no Rio – Fabio Motta / Prefeitura do Rio

 

VOLUME RECORDE DE CHUVA

A tendência é que o céu permaneça encoberto a nublado com previsão de chuva fraca a moderada nas próximas horas. O Estágio 4 é o quarto nível em uma escala de cinco e significa que uma ou mais ocorrências graves impactam a cidade ou há incidência simultânea de diversos problemas de médio e alto impacto em diferentes regiões. As principais recomendações para esse estágio são: adie compromissos; permaneça em local seguro; só se desloque se estiver em área de risco ou em caso de extrema necessidade; e ofereça abrigo a amigos e familiares.

Em função do deslocamento de uma frente fria estacionária sobre o oceano, o município do Rio foi atingido por uma chuva com caráter contínuo a partir da tarde de sábado. Os núcleos de chuva apresentaram uma característica com lento deslocamento pelos bairros da cidade. A Zona Norte do Rio foi a região mais atingida. Bairros como Anchieta, Pavuna, Acari, Madureira e Irajá registraram altos acumulados pluviométricos.

Em Anchieta, por exemplo, choveu 259,2 milímetros no período de 24 horas. Em apenas uma hora, a estação meteorológica do bairro contabilizou 72,6mm (às 22h30 de sábado). Os dois registros foram recordes da série histórica do Sistema Alerta Rio naquele equipamento. Em Irajá, o pluviômetro apontou 209,2 mm/24h (também recorde histórico para o bairro); já em Madureira, a chuva atingiu 186,4mm/24h. Os rios Pavuna, Acari, Quitungo e Cachorros extravasaram

Segundo informações do Sistema Alerta Rio, choveu em Anchieta, em apenas 24 horas, aproximadamente 40% a mais do que a média histórica de janeiro naquela região. Ou seja, em apenas um dia choveu muito mais do que era esperado para o mês inteiro: 138,4% da média de janeiro. O mesmo cenário verificou-se em Irajá: 123,6% da média de janeiro. Em Madureira, foram quase 10% a mais que a média mensal: 109,7% da média de janeiro.

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  • 14 de janeiro de 2024
  • Marcações: Acari Avenida Brasil chuva Comlurb COR defesa civil Prefeitura do Rio prefeitura do Rio de janeiro saúde Zona Norte

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